Mais de 30 milhões de pessoas sofrem com a Síndrome de Burnout

Você conhece a Síndrome de Burnout?

Que atire a primeira pedra quem nunca ficou estressado no trabalho. Muita gente passa por momentos de nervosismo durante o expediente, isso faz parte dos desafios da vida adulta. Mas já sentiu que estava prestes a explodir? Foi tomado pelo cansaço mental e sentiu que era impossível reagir e superar a irritação? Já sentiu dificuldade para relaxar e esquecer do trabalho, mesmo quando estava de folga? Se a resposta foi sim, saiba que você pode ter sido uma vítima da Síndrome de Burnout.

Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, a doença é um conjunto de sintomas causados por elevados níveis de estresse profissional. Em alguns casos, o corpo literalmente trava. Os sintomas são físicos e mentais, como irritação, mudança de humor, insônia, cansaço extremo e dores de cabeça. 

Nas próximas linhas iremos abordar a Síndrome de Burnout, suas características marcantes e também as formas de evitá-la. Confira!

Uma ameaça cada vez mais comum

A primeira informação sobre a Síndrome do Esgotamento Profissional na literatura médica é datada de 1974. A doença foi descrita pelo psicólogo norte-americano Herbert Freudenberger. Desde então foi analisada e diagnosticada por médicos e psiquiatras de todo o mundo. Atualmente a Síndrome de Burnout está classificada no grupo V da CID-10. Trata-se do catálogo universal de doenças e problemas de saúde.

Talvez você não conheça ninguém diagnosticado com Síndrome de Burnout, mas estatísticas apontam que 30% dos trabalhadores formais brasileiros sofrem com ela. Em um universo de 100 milhões de pessoas, isso significa que quase um terço dos brasileiros com carteira assinada estão lidando com uma alta carga de estresse em suas rotinas! Esse é um número alto e preocupante, superando inclusive países como Alemanha e Reino Unido.

Os efeitos econômicos da Síndrome de Burnout

Além dos sintomas destacados na introdução, a doença gera diversos tipos de prejuízos sociais e econômicos. Quanto o corpo chega à exaustão, não resta outra alternativa a não ser o tratamento e o afastamento do trabalho.

Desde 2009 até 2015, cerca de 97 mil pessoas foram afastadas por conta de distúrbios psicológicos como estresse e depressão. Esse número representa um custo de R$ 113 milhões aos cofres públicos. Em termos gerais, a falta de produtividade causada pelo estresse e a exaustão geram um prejuízo que representa 3,5% do PIB Brasileiro (segundo dados de 2010).

E os prejuízos não são apenas pelos afastamentos. De acordo com levantamento do ISMA (International Stress Management Association), quem sofre com o Burnout trabalha até 5 horas a menos por semana, mesmo estando presente no ambiente de trabalho.

Essas informações acendem a luz de alerta para empresas e colaboradores. Estamos falando de um problema de saúde capaz de gerar milhares de afastamentos todos os anos. Todos esses afastamentos culminam em milhões de reais perdidos por falta de produtividade. E não podemos nos esquecer de que muitos funcionários que enfrentam longos períodos de afastamento possuem outro desafio: a readaptação profissional.

Como evitar o esgotamento

Como você pode ver, a Síndrome do Esgotamento Profissional não é uma brincadeira. Ela precisa ser levada a sério, principalmente ao termos como base dados que apontam para um índice de 72% de insatisfação profissional dentre os trabalhadores brasileiros. Ou seja, além do país possuir um alto índice de pessoas com sintomas da Síndrome, ainda tem muita gente com potencial para desenvolvê-la.

Diante esse quadro, nada mais natural do que tentar se proteger. Existem algumas formas simples de evitar que estresse se agrave. Manter uma rotina semanal de exercícios, cuidar da alimentação, não tentar suprimir o estresse com o uso de álcool e outras drogas, dormir regularmente e fazer exercícios de meditação e relaxamento são formas eficazes de se prevenir.

Assim como outras doenças psicológicas, o Burnout se agrava aos poucos. Por isso, se você sente que está caminhando para a exaustão, procure um médico e seus superiores para negociar um breve afastamento. Tente utilizar o tempo disponível para relaxar, cuidar de si e desconectar totalmente do trabalho.

Conte com um Coach para otimizar sua rotina!

Acredita que é muito difícil passar por essa situação sozinho? Saiba que um Coach pode te ajudar a evitar ou superar o Burnout. O Coaching de Carreira trabalha aspectos emocionais, físicos e intelectuais que visam a melhoria da performance e do bem-estar. Por meio de encontros semanais, exercícios e processos de reflexão o Coaching te leva a rever atitudes que fazem parte da sua rotina profissional, fazendo com que você adote uma rotina mais saudável, proveitosa e focada no seu benefício e crescimento.

O Coaching também irá mapear aspectos da sua personalidade e da sua forma de atuação profissional para detectar desvios de padrão e comportamentos nocivos e sabotadores, a fim de tornar a sua rotina mais produtiva, menos estressante e cada vez mais adequada para um estilo de vida no qual não seja necessário sacrificar a saúde do corpo e da mente em prol do trabalho.

Você pode conhecer mais sobre as formas de auxílio do Coaching aqui. Aproveite e deixe seu comentário e compartilhe com os demais leitores suas opiniões e experiências com a Síndrome do Burnout.

 

 

 

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